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FaqsRecomenda – Rise of the Tomb Raider

A arqueóloga em formação volta com mais do mesmo e muito mais!

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Se você jogou Tomb Raider: Definitive Edition, provavelmente vai ficar com uma sensação inicial de que pouco mudou nos primeiros minutos de Rise of the Tomb Raider. Os gráficos da versão de Xbox One estão incríveis, principalmente no quesito iluminação, mas não há um grande salto comparado ao seu antecessor, o que não quer dizer que fique aquém do esperado. Fato é que a nova aventura de Lara Croft não se apresenta de imediato com inovações e melhorias em mecânicas, dando uma sensação de puro repeteco em seus primeiros minutos. Há, porém, uma evolução narrativa, já que intercalados aos momentos de ação rolam flashbacks que introduzem a tradição familiar dos Croft na caça pelo desconhecido e sobrenatural. Logo vemos a relação conturbada entre Lord Croft e Lara como elemento de formação da personalidade de nossa heroína. Esse histórico que demonstra uma tradição familiar sendo seguida dá mais profundidade à história e deixa as motivações da protagonista mais claras, um avanço que fortalece a experiência narrativa do jogo…

Mas não é só em termos narrativos que vemos avanços. O quesito exploração é talvez o que mais tenha sido enriquecido. Você ainda vai viajar para diversas localidades através das fogueiras de acampamento, mas cada área do mapa é muito mais ampla do que no jogo anterior. E as atividades possíveis são absurdamente mais abundantes e variadas. Completar os 100% de cada localidade será uma tarefa árdua, com os tradicionais colecionáveis, desafios e tumbas opcionais, e agora também com a adição de missões secundárias. Outra novidade é a possibilidade de confeccionar explosivos e munição usando recursos naturais. Você vai se ver coletando madeira, óleo, minério, cogumelos, peles de animais e outros recursos necessários seja para produção de arsenal como a melhoria ou criação de itens como bolsas maiores para seu inventário. Também estão mais abundantes as armas à disposição de nossa heroína, sendo possível escolher entre diferentes tipos de uma mesma categoria. Além disso é possível adquirir itens numa loja, desde roupas novas até rifles militares.

De maneira geral, as mecânicas seguem a mesma linha do título anterior, com pequenas adaptações nos controles. A jogabilidade tem leves melhorias, com uma ou outra função nova, como nadar e usar sua machadinha de escalada como âncora para alcançar determinadas áreas. As tumbas aparecem em maior número, mas assim como na aventura anterior oferecem como desafio puzzles quase sempre breves. Há também a possibilidade de aprender línguas lendo murais e encontrando colecionáveis, algo necessário para decifrar monólitos que revelam a localização de itens preciosos…

Rise of the Tomb Raider no frigir dos ovos é mais do mesmo. Os elementos que compõe o jogo não mudaram, foram apenas ampliados. Mas mesmo assim essa é certamente a melhor aventura de Lara Croft já lançada. Talvez o pessoal da Crystal Dynamics siga a máxima de que não se mexe em time que está ganhando. Ainda assim, o novo Tomb Raider é digno de figurar entre os melhores do ano e não decepciona toda a expectativa que se criou ao redor do título. Até mesmo a decisão de tirar o modo multiplayer, tão genérico e sem graça no primeiro game, é muito acertada. Ficou bem mais interessante ter como funcionalidade da rede leaderboards associadas a desafios baseados em pontuação, que podem ser acessados conforme você avança no jogo principal. Nesse sentido, a longevidade do título se estende, tendo bastante coisa pra ser feita depois de terminada a campanha. Se você for do tipo que gosta de fazer conquistas então, como nós, vai ter garantido pelo menos umas 30 horas de jogatina! E serão 30 horas (ou mais) muito bem aproveitadas… 😉

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FaqsRecomenda – Assassin’s Creed Unity

Diz que a industria dos games está passando por uma crise criativa grave* e que as inspirações sempre ficam escanteadas quando se tem uma franquia de sucesso como opção de investimento. Assassin’s Creed Unity é um exemplo de franquia de sucesso que se somados o número de títulos lançados, esse já é o oitavo. Teoricamente engrossa a afirmação da crise criativa, né?! Só teoricamente, por que de pouco criativo, o jogo não tem nada.

AC_Unity

A história se passa na França, no meio da revolução, e segue o mesmo mote de sempre com complôs e tramas protagonizadas por assassinos e templários. A motivação aqui é a vingança, diferentemente do título anterior em que o pirata Edward Kenway só procurava um lugar ao sol com uma boa garrafa de Rum e um belo baú cheio de ouro. Essa volta ao comprometimento com a irmandade é essencial para que Unity seja o jogo que é, pois não tem muita conversa aqui.

É um pássaro? É um avião?
Arno Dorian é o assassino da vez. Ele já vem completo. Com o controle do personagem em sua fase adulta (que chega rapidinho depois da introdução do game), a sensação que temos é que nada pode te segurar. Saltos precisos, domínio em batalha, ver através das paredes usando o eagle vision, ouvir pedidos de socorro em meio à multidão; Não dá nem pra dizer que só falta voar, que cada salto às caixas de feno dão mais a impressão de voo do que todas as tentativas do Will Smith em Hancock. 😯 É sério. A sensação que temos no jogo é o mesmo de controlar um super-herói, pois o jogo é muito fluído e você se pega o tempo todo ajudando a população no meio do conflito entre os prós e os contra o estado.

Je parle fraçais
A revolução francesa é o cenário do jogo. E essa é a justificativa desse título ser exclusivo das novas gerações. A renderização de imagens em meio à multidão de NPCs em guerra é absurda! Qualidade, qualidade, qualidade! Você consegue enxergar cada detalhe da cidade em meio ao caos nas ruas, mesmo com tudo em movimento, pessoas falando coisas diferentes nos tumultos, cidadãos lutando, outros só conversando e o jogo segue fluindo com perfeição.

Multiplayer: pra que te quero?
A ideia de unidade do jogo se dá pelo modo cooperativo do jogo. Aqui, cada jogador pode ser um Arno diferente, personalizado, com evoluções exclusivas e possibilidades diferentes uns dos outros. Acabou o pega-pega tradicional dos outros títulos, o modo online aqui é dentro da história, cooperativo, interativo e funciona muito bem, obrigado. Não que os modos online dos outros títulos fossem ruins, pelo contrário, mas que já tinham dado tudo que tinham que dar, ah isso vocês tem de concordar, vai?! :)

De volta às raízes
Como disse no começo, seu personagem é praticamente um super-herói, o que facilita a sua vida (ou dificulta) é o investimento que você pode fazer em armas e acessórios. A compra de uma espada já modifica em absoluto o seu sucesso nas batalhas. Por falar nas batalhas, senti falta de fluidez nas lutas contra turbas de inimigos. Os combos foram deixados de lado e foi-se embora o botão de defesa. Não dá mais pra sentir que matou todos os inimigos num mesmo flow, como num tango da morte, entende?! Agora o uso da intuição para contra-atacar e a fuga dos conflitos em massa é parte importante do jogo. Assassinar na calada vale mais do que derrubar todos os 15 inimigos à moda Batman. Ponto negativo. :( Em contra partida à batalha prejudicada, escalar virou um ponto forte no jogo (nice!).
Agora você tem maior comanda se sua corrida sobe os prédios ou desce deles dependendo do botão que mantém apertado, o que dá mais controle pra você. Além disso, pequenos objetos no meio do caminho são puláveis se usar o botao_b no momento exato (Sleeping Dogs fazendo escola.). A sensação aqui é que a Ubisoft preferiu voltar para o que mais interessa em Assassin’s, deixar o Parkour ser protagonista do game e não mais os outros milhões de elementos que tomaram conta da série ao longo de tantos títulos. Acabou esse negócio de caçar, montar itens juntado ingredientes, ajudar dezenas de guildas diferentes e por aí vai. Só os colecionáveis que se mantém… E como se mantém! 😥

Abstergo e Umbrella… Elas ainda vão dominar o mundo.
Em AC-U a Abstergo se consolida como uma empresa de entretenimento. Acaba o drama das fugas nos dias atuais, a empresa se mostra um inimigo sem rosto que diverte as pessoas com viagens no passado e assim colhe as informações sobre os artefatos celestiais. Boa parte do dinamismo do jogo se dá por isso. Acaba o blá-blá-blá de vai pro futuro, vai pro passado dos outros títulos. A historia se concentra onde mais interessa, dentro do Anymus!
Me lembro que num papo com um amigo bastante entendido de história, ele estava apreensivo com o fato do enredo se passar na frança do século 18, pois naquela época ainda não haviam construído a Torre Eiffel e ele estava indignado com a possibilidade de ter um capítulo do Assassin’s na França e não poder usar a torre como mirante… Spoilers à parte, o medo dele foi resolvido. Idas e vindas no passado e futuro de Paris resolvem esse gap. Recurso muito melhor direcionado em relação às trapalhadas de Desmond na história de Ezio Auditori.

Assassin’s Creed Unity é mais um ótimo capítulo da saga dos assassinos em sua luta contra os templários. O jogo é muito, muito bonito, pouco truncado, divertido e bastante envolvente. Pouco inovador, mas pros amantes da série, a experiência em AC 3 deixou claro que inovação demais estraga. Aqui, o seguro funcionou muito bem e AC volta pra onde mais importa: Le Parkour!

~ ~ ~

*A gente falou sobre essa crise na industria dos games num Fala Faqs, lembra? Não?! Então, toma!

O vídeo é bastante apropriado, pois foi publicado no começo de agosto de 2013 e citávamos o Assassin’s como um exemplo de jogo que esbanjava criatividade mesmo sendo longevo e especulávamos se a Ubisoft conseguiria manter o jogo sendo inovador. Falar do novo título da franquia Dentro de um post com o título “Faqs RECOMENDA!” Tá dada a resposta pra nossa especulação. 😉

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FaqsRecomenda – Far Cry 4

Seja bem vindo à Kyrat!

Far-Cry-4

Eu poderia ser leviano e dizer apenas que Far Cry 4 não passa de um upgrade de seu antecessor. Mas, mesmo que não haja muitas novidades no novo título da Ubisoft, é no mínimo injusto não atribuir o mérito de uma bela evolução tanto em suas mecânicas como na sua narrativa. Quando escrevi sobre Far Cry 3, apontei que não havia de fato inovação no título, mas sim uma belíssima coordenação de elementos de sucesso já apresentados em outros jogos. Essa característica se mantém no seu sucessor, com o acréscimo de algumas mecânicas novas e uma completa renovação da narrativa, incluindo novos personagens como o icônico vilão Pagan Min.

Dessa vez você não será um turista mauricinho tentando resgatar seus amigos, mas sim Ajay Gale, descendente do fundador da resistência armada que luta contra o exército opressor de um governo déspota. Como antes, você terá de desbloquear torres, liberar postos avançados, caçar animais selvagens, libertar reféns e uma infinidade de outras ações, tudo dentro de um mapa gigantesco no melhor estilo mundo aberto e com um cenário de encher os olhos. Existem algumas mecânicas novas, que poderiam passar apenas por perfumarias, mas acabam mudando um pouco a forma de jogar, permitindo novas estratégias e meios de explorar Kyrat. Exemplo disso é o arpéu, ferramenta que possibilita escalar paredões rochosos, viabilizando uma exploração vertical não vista antes. Também é possível montar em elefantes, um ótimo recurso para enfrentar grandes grupos de soldados inimigos, funcionando como um verdadeiro tanque de guerra animal. Por fim, existem os giroscópios, mini-helicópteros muito divertidos de serem usados, que agilizam a movimentação pelo mapa e criam novas possibilidades estratégicas, especialmente quando estiver jogando cooperativamente.

Essa, aliás, é a grande novidade em Far Cry 4. Agora você e mais três amigos podem jogar cooperativamente no modo história. Mesmo que não tenha companhia pra jogatina, é possível iniciar o jogo online e deixar sua partida disponível para que outros jogadores entrem nela. Essa é uma boa forma de tornar o desafio de algumas missões mais palatável. Mas não se preocupe se você estiver jogando solo. Existem diversos objetivos secundários que contribuem pra facilitar as coisas nessas missões mais cabeludas. As atividades secundárias, aliás, têm uma boa diversidade e tornam o jogo mais rico e divertido. Vai ser comum também se deparar com embates entre os soldados de Pagan Min e os rebeldes do Caminho Dourado. Intervir nessas situações rende pontos de carma, que quando acumulados permitem baratear o custo de itens e armas. Completando o pacote de novidades está a possibilidade de convocar mercenários, um reforço armado que pode fazer a diferença nos momentos mais conturbados.

De modo geral, Far Cry 4 é mais do mesmo, mesmo! Mas quando esse “mesmo” tem um nível de excelência que lhe garantiu o título de melhor shooter do ano, a qualidade da diversão entregue é inquestionável. Com a história e cenário renovados, além da jogabilidade aprimorada e gráficos lindos, não dá pra dizer que o jogo seja um simples repeteco. Se como eu você se divertiu horrores com Far Cry 3, pode confiar que não será diferente com seu sucessor.

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FaqsRecomenda – Sunset Overdrive

Jogatina frenética? – ✓

Humor negro? – ✓

Palavrões e ultra-violência? – ✓

Citações de Breaking Bad e vários outros filmes e séries? – ✓

Legiões de infectados por um drink energético? – ✓

Uma grande corporação por trás de tudo isso? – ✓

Pois é, amigos… Bem-vindos ao melhor jogo da atual geração.

 solowres

Confesso que quando li sobre Sunset Overdrive pela primeira vez, não fiquei muito empolgado. Afinal, essa temática de `hordas-de-infectados-que-tomam-a-cidade` parece um tema já explorado a exaustão. Sem contar que, por aqui, pouco se falava sobre o título, uma vez que o foco está em grandes franquias que têm lançamentos nessa mesma época como Assassin’s Creed, Call of Duty ou Halo. (Já abordamos a aposta das produtoras em franquias garantidas e a ausência de inovações em um FalaFaqs, lembra?)

Pois bem, regado de desconfianças iniciou o meu teste… Que era pra ser breve… E, quando menos percebi, estava jogando há 6 horas.

Sunset Overdrive junta vários elementos interessantes, vistos em outros jogos, para criar um universo novo. O tema de hordas de infectados parece batido? É mesmo, e o jogo satiriza isso a todo momento – seu personagem não quer salvar o mundo ou se importa com quem está ao redor, tudo que ele quer é fugir da cidade e que o resto se exploda. Nada é levado a sério, o que propicia risadas a todos os instantes e faz a jogatina ser leve.

Um dos pontos mais fortes, em minha opinião, é sua jogabilidade. Os comandos são muito simples – na maior parte do tempo você está apertando botao_a, Botão X recortado ou botao_b –  e só com isso está andando em paredes, deslizando em corrimãos, fazendo tirolesas em fios de alta tensão, ou batendo com um pé de cabra em legiões de infectados. Realizando essas manobras, você cria combos que aumentam seu nível de estilo, o que desbloqueia recursos especiais para seu personagem. A curva de aprendizagem não é acentuada, e quando menos percebe, já encontrou um jeito de jogar que melhor se adequa a você.

Não existe uma fórmula mágica ou um jeito melhor de enfrentar o jogo, tudo depende do tipo de jogador. Por exemplo,  durante as missões em que são cozinhados os AMPs (uma espécie de upgrade para o personagem) em seus fortes, você tem que enfrentar ondas de inimigos que invadem por todos os lados durante intermináveis minutos. Infectados chegam ensandecidos em uma frequência absurda, o que força o jogador a buscar sua melhor arma. Eu, por não ser o mais hábil no controle, apelo para armadilhas espalhadas por todos os cantos, armas que disparam ácido automaticamente e drones com metralhadoras, assim, me dando o tempo necessário pra enfrentar os inimigos mais casca grossas. Com certeza, jogadores como o Megafos, que tem um perfil completamente diferente, apelariam pra suas habilidades individuais, com combos expressivos.  O jogo atende tanto aos jogadores recreativos quanto aos hardcores – a esses últimos, existem challenges dificílimos espalhados pela cidade.

Sunset Overdrive é, para mim, o melhor jogo da nova geração até agora. Uma grata surpresa.

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FaqsRecomenda – Shadow of Mordor

Eu tenho que confessar uma coisa: sempre fui fã de J.R.R. Tolkien, tendo lido os livros e assistido aos filmes, mas nunca tinha me interessado por jogos relacionados ao universo por ele criado. Bom, pelo menos até agora!

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Situada no interlúdio entre O Hobbit e a trilogia O Senhor dos Anéis, a história de Shadow of Mordor acompanha a transformação de Talion em um espírito amaldiçoado preso ao espectro de um velho Elfo desmemoriado. Juntos eles buscam o servo de Sauron conhecido como Mão Negra, responsável pela maldição que os uniu. Talion deseja vingança pelo assassinato de sua esposa e filho, enquanto o velho Elfo tenta recuperar a memória de toda uma vida. A premissa do jogo é interessante, mas não chega a ser seu ponto forte. É na jogabilidade que o título se destaca. Aliando sistemas consagrados por outros games, Shadow of Mordor entrega diversão de primeira, mesmo sem inovar.

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FaqsRecomenda – Just Dance 2015

Hoje é domingo, dia de “Dança dos famosos”. Você tem duas opções: ouvir as baboseiras do Faustão ou correr para o seu revendedor favorito e botar a mão nessa belezinha aqui. 😀

Sim, companheiro, acabou de sair do forno a mais nova versão da franquia Just Dance da Ubisoft! Prepare para suar a camisa com os hits que irão bombar na sala da sua casa. Conheçam Just Dance 2015!!

Confesso que não sou um jogador assíduo em jogos de dança, mas posso confessar também que não havia jogado um game de dança tão divertido desde o Michael Jackson: The Experience.

Depois da primeira meia hora já já dá pra notar o quanto o jogo é encantador com seus lindos e coloridos cenários de fundo e com os avatares muito carismáticos.

A trilha sonora é bastante diversificada, tentando agradar jogadores de diversos gêneros musicais. Dá até pra dizer que são músicas escolhidas a dedo, aquelas estilo chiclete que você ouve uma vez e fica cantando o dia todo. Entre os títulos, podemos contar com sucessos das décadas de 60 como Speed Gonzalez na voz de Pat Boone,  Walk This Way do Aerosmith com a parceria do Run DMC  (adoro essa música!!!!), grande sucesso dos anos 80. E os caras foram safos, pois as músicas que estão na cabeça da rapaziada não ficaram de fora, como Let it GoThe Fox (What Does the Fox Say?) e Bad Romance. Sem contar com as músicas que poderão ser compradas pela Live, lógico.

Quanto à dança, as coreografias são bastante divertidas. Um pouco difícil para aqueles de quadril duro como eu, mas com treino alongamento a jornada é divertida e compensa.

Todo jogo com data na capa cria enorme expectativa quanto às novidades. Em JD15 a responsa ficou no modo Community Remix onde os jogadores dançam as músicas competindo com até outros cinco jogadores na tela ao invés  dos dançarinos do jogo. Os modos World DancefloorAutodance estão presentes novamente nessa versão, assim como os compartilhamentos nas redes sociais de suas performances, onde você poderá mostrar o Fred Astaire que existe dentro de você, ou só para passar vergonha mesmo… 😆

~ ~ ~

Just Dance 2015 é um grande remix do bom e velho JD, garantindo muita diversão para todos os tipos de jogadores e dançarinos, sem exclusão. O game está disponível desde o dia 23 de outubro de 2014 para PlayStation 3,PlayStation 4, Wii, Wii U,Xbox 360 e  Xbox One.

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FaqsRecomenda – Valiant Hearts: The Great War

O amor… É esse o sentimento que unirá pessoas num único objetivo em meio à primeira Guerra Mundial. Conheça Valiant Hearts: The Great War.

Eu estava procurando uma palavra para descrever essa obra prima feita pela Ubisoft e fica difícil descrever em apenas uma. O game traz um enredo tão envolvente, com lindos gráficos 2D, num estilo de história em quadrinhos que parecem terem sidos desenhados à mão.

Com a primeira guerra como tema, Valiant Hearts tem início em 1914, no momento em que a Alemanha declara guerra à Rússia, França e Inglaterra e acaba mostrando a estória vivida por cinco personagens separados e unidos diversas vezes pelo conflito, levando cada um deles a enfrentar os horrores no fronte europeu. O game possui personagens bem distintos, cada qual com sua própria característica e habilidade como Karl, um jovem alemão, que foi separado de sua família após ser deportado ao seu país de origem. Emile (o sogro do Karl), um fazendeiro francês que foi convocado para servir sua pátria. Freddie, o americano heróico. Anna, a enfermeira belga e o fiel escudeiro Walt, o cão de resgate.

Sabe aquele jogo que além de divertir te ensina? Valiant é assim, você joga e inconscientemente você está aprimorando seu conhecimento de forma ludica, sobre um dos períodos mais severos que a humanidade já viu. A cada passagem, há uma nova nota para ser acessada informando dados marcantes daquela época, além dos colecionáveis que trazem informações extras sobre os objetos que eram utilizados nas batalhas e na vida civil. O sistema do game é bem simples e com comandos mais leves ainda. A grande pegada do game é resolver puzzles, desde desativar máquinas de guerra ou até mesmo tarefas mais simples como trocar pneus.

A Ubisoft também ganha pontos não só por incluir legendas e menus em português, como também por  utilizar a “versão localizada” e assim dar informações sobre o que rolou naquela época por aqui, em terras canarinhas e saber quais foram suas contribuições para o conflito.

Enfim, Valiant Hearts: The Great War é para aqueles jogadores que curtem um game com um ótimo enredo e excelente conteúdo histórico. No começo disse que não conseguia resumir em uma palavra então aí vai em várias: o game é uma aula de história, divertida e linda de se ver.

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FaqsRecomenda – Trials Fusion

Desde os anos 70 jogos de videogame são feitos e no começo era apenas um stick e um botão. Não precisávamos mais do que isso para garantir horas e horas de diversão. Trials é assim. Um botão, um stick e talento é tudo que você precisa para horas e horas de diversão!

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O gráfico desse jogo é deslumbrante. Textura macia, profundidade impecável, situações no fundo da tela dão a impressão de que influenciarão a sua jogatina, quando na verdade são apenas decorativas e isso complementa um jogo de desafio enorme.
O game consiste em sair do ponto A e chegar no B o mais rápido possível, usando o acelerador e o peso do piloto para aumentar ou diminuir a velocidade da moto. No meio disso tudo, rampas e ladeiras impossíveis e improváveis estão à sua disposição para saltos inacreditáveis. O que é mais incrível aqui é que o sistema de gravidade é espetacular e pender a moto para um lado ou para o outro influencia enormemente no desempenho da sua corrida.
Trials Fusion é sequência de uma série que começou no 360 e agora chega à nova geração. A sensação que os jogadores do primeiro título têm é que o jogo é mais do mesmo. E é mesmo! E isso é bom! Como disse na introdução desse FaqsRecomenda, Trials Fusion é como jogos feitos nos 70, simples e muito, muito bom. O objetivo aqui é bater recordes, chegar mais rápido, diminuir centésimos de segundo, e isso basta. A sensação que se tem é quase terapêutica de saltar uma rampa numa cidade futurista, ver o seu piloto voar livre e numa mudança de ângulo da câmera observar o chão crescer à sua frente.
Além de toda a beleza gráfica e perfeita aplicação da física no controle do seu piloto, em Fusion, agora você pode aumentar o espetáculo fazendo manobras usando o controle (stick) direito, na onda de games de skate, sabe?! Acredito que nem precisava. O Jogo se completa pelo desejo de ser mais rápido do que seus amigos, fazer manobra é uma cereja que não faltava nesse bolo.
Claro que o modo online não poderia ficar de fora de um jogo em que a disputa é a musa. Dá pra acompanhar seus amigos estraçalhando você e seus recordes o tempo todo em forma de fantasminhas (bem a cara da Ubisoft, mesmo, lembra dos desafios de Rayman Legends?). Muito bem, em Trials Fusion, você acompanha o desempenho de seus parceiros e vê onde erraram e acertaram ponto a ponto.
Em cada prova, subdesafios complementam a corrida te levando a buscar novas rotas, ou correr mais rápido ou atingir certos pontos do mapa que antes passariam despercebidos por corredores apenas apressados.

Trials Fusion é um jogo belíssimo, desafiador, com trilha sonora impecável e te mantém com o controle na mão na busca obsessiva de se superar, exatamente como se fazia há 40 anos, quando criaram essa máquina de entretenimento que tanto amamos chamada videogame!

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FaqsRecomenda – Dark Souls II

Para quem acredita em inferno a descrição mais possível do lugar seria agonia intensa, bestas imensas e infindáveis, fogo, dor, sofrimento e mortes de várias maneiras diferentes repetidas em série, né?! O FaqsRecomenda dessa semana então tem uma sugestão para você, amigo leitor: pegue sua edição de Dark Souls II e VÁ PARA O INFERNO!!!! 👿

DS2

Dark Souls II sem dúvida está entre os jogos mais instigantes já feitos. Vários reviews por aí colocam esse game dentre os mais difíceis e isso é verdade, mas mais do que difícil o game é extremamente desafiador. Ele se passa num limbo (purgatório ou o próprio inferno mesmo!) e você está na pele em decomposição de um morto-vivo (ou corpo sem alma, se preferir) e o jogo é a busca pelo fim de sua maldição.

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Categories: Análise.

FaqsRecomenda – Assassin’s Creed IV – Black Flag

Capitão ao mar! Baixar velas! Todos a bordo! Sim, todos a bordo que o novo jogo da Ordem dos Assassinos é resumidamente o mais divertido de toda a série!

AC-IV

Chega de frescuras. Assassin’s Creed – Black Flag não tem upgrades infindáveis, não tem montagem de elementos para formação de equipamentos e não tem mais 1 milhão de penas espalhadas pelas cidades para te deixar de cabelo em pé. Até tem uma pancada de baús que se você não pegar, não perde nada com isso. O negócio agora é te divertir e para isso a coisa ficou simples.
Logo no começo de jogo você já entra numa perseguição daquelas que só essa série oferece, com escaladas, saltos e as macaquices de sempre, mas dessa vez num ambiente deslumbrante (ah, o Caribe…). Poucos minutos de jogo e você já está com o leme na mão, no controle de um navio de guerra atirando bolas de ferro contra outras embarcações e realmente se sentindo em alto mar (bom ter balde para enjoos por perto).
A textura do mar, as ondas no oceano, a mecânica dos combates náuticos, os efeitos naturais (tufões e marés), tudo perfeito. Guerrear em alto mar é das coisas mais bacanas que a série Assassin’s Creed já nos trouxe e mesmo fazendo isso durante o jogo todo, você não vai se entediar até a última memória. Ponto pra Ubisoft. 😉

A história
Rola nesse game uma mudança geral. Sai Desmond Miles e entra uma Abstergo clean. Nada de tiros no futuro, perseguições e tal. Os caras vendem entretenimento através da Animus e colhem informações de seus clientes que vão atrás de diversão. Tudo seria flores, se não fosse a dura chateação de jogar minigames entediantes e seguir uma história fraca na vida real. Melhor ficar plugado onde a aventura realmente acontece.
O personagem histórico da vez é Edward Kenway, um pirata oportunista que se aproveita de uma chance para se dar bem e acaba conhecendo a Ordem do Assassinos e, claro,  se envolvendo com ela. Essa falta de comprometimento óbvia por se tratar de um pirata causa um pouco de estranheza aos mais fanáticos pela série, pois não há drama como em AC3, com Connor e suas perdas ou com Ezio e sua família, aqui o negócio do Assassino é dinheiro e alcance de seus interesses. A Ordem que se ordene. Ponto negativo para o enredo, pois acaba criando um personagem antipático e sem a importante “torcida pelo herói”. Como o envolvimento com a história é inevitável e a jogabilidade sensacional e fluída (gosta do sistema de luta do Batman? Vai gostar de AC IV!), a falta de carisma de Kenway acaba ficando em segundo plano.

Opções que não acabam
O mapa é gigante, só que não. Sério! Dessa vez cada viewpoint se transforma num fast travel e viajar por terra é super-fácil e rápido. Pelo mar é divertido e cheio de coisas bacanas para fazer (embarcações para tomar, baleias e tubarões para pescar, mergulhos a fazer), logo, mesmo o mapa sendo enorme você tem acesso rápido (e/ou divertido) a tudo.
Uma ou outra coisa no game os caras erraram a mão por não criar dificuldades ou sistemas de evolução. Tomar os armazéns da coroa e cumprir missões navais acabam se tornando mais do mesmo depois do terceiro. Malz :( . Falharam também em deixar com que seu personagem pudesse se envolver com missões paralelas desde o primeiro momento do jogo. Você acaba acessando contratos de assassinato mesmo antes de saber que eles existem (pode, Arnaldo?). Nada que tire o brilho do jogo, já que realmente tudo é simples e divertido.

Lado online da força
Do lado online da força, bolaram os comboios navais de navios pilhados durante a campanha… Hum… Podia ser melhor, pois não há realmente um desafio alí, mas é uma maneira de interação diferente, pois dá pra ajudar amigos online mesmo com eles offline. E, claro, o popular “pega-pega” que é o carro chefe da série Assassin’s continua sensacional. Wolfpack é um modo divertidíssimo em que as missões mudam formando ondas de desafios (show!) e um game lab mode para montar suas partidas também veio pra somar. Nada mudou, tudo continua muito, muito bom.

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Antes de finalizar minha análise (tardiiiiia, pois era pra ter sido postada no final do ano passado), você deve estar sentindo falta dos comentários sobre as conquistas, tão habituais aqui no Faqs. Pois é, como o jogo é tão sensacional, ele merece mais que só uma análise. Vem aí uma semana inteira dedicada ao Assassin’s Creed – Black Flag. Análise, Mapa da Mina, Guia de Conquistas e a resposta das melhores perguntas sobre o jogo. Valeu a espera né?! Valeu sim, vale mais ainda botar a mão nesse game que considero o mais divertido de toda a série!

 

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